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Cronicário: A nada exemplar vida de Amy Winehouse - .inversivel
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Cronocário: A nada exemplar vida de Amy Winehouse
Garry Knight/ Wikimedia Commons

A nada exemplar vida de Amy Winehouse

Conhecida por músicas como “Back To Black”, “Rehab” e “Fuck Me Pumps“, a dor não era apenas temas de suas canções, era seu estado emocional, um fardo que impulsionava sua carreira, que a corroeu tanto por dentro até sobrar uma casca vazia de si mesma. Talvez Amy estivesse morta há mais tempo que a gente gostaria de considerar, mas sua dor rendia sucessos e descompassos.

Embora sem data pra ocorrer, seu fim era esperado, já que a autodestruição vinha se evidenciando, ainda assim a notícia de sua morte tocou a todos com uma mão cadavérica na tarde de 23 de julho de 2011, causando espanto e incredulidade – eu mesmo me neguei a acreditar. Com o falecimento dessa talentosa cantora, perde o mundo artístico, perde a música e os fãs também. E em meio a todo esse prejuízo, quem será que mais perdeu?

Não existe nada mais recompensador que ter os esforços reconhecidos. Quando alguém é ótimo no que faz, isso pode trazer fama, muita grana e a sensação de poder tudo, mas o sucesso também traz inúmeras cobranças; se a pessoa é ótima, precisa ser melhor ao cubo. E Amy provou ser singular, com sua musicalidade, ginga e um timbre vocal marcante, que lembrava o de Sarah Vaughan, uma das vozes-chave do jazz.

Seu talento espantou até mesmo Quincy Jones, produtor musical com mais de 50 anos de experiência, responsável por “Thriller”, o álbum de maior sucesso de todos os tempos, que também trabalhou com Frank Sinatra e Sarah Vaughan. Em entrevista a revista Rolling Stone, ele disse que Amy era “de outro planeta”.

Com seu jeito extravagante, voz potente e soul do fundo da alma, Amy conseguiu um lugar ao sol e em muitos corações. Mas suas palavras, ritmadas pela emoção, expressavam os anseios e tristezas conflitantes em si, que nem com uma exposição rasgada de seu ser conseguiu expurgar.

Isso resultou num mergulho nas drogas, abismo esse apresentado por seu “ex” [1 Coríntios 15.33], justo em quem ela acreditou encontrar ajuda [Jeremias 17.5]. Como consequência, passou a pagar cada vez mais micos durante as apresentações até evoluírem pro nível de King Kong: esquecimento das letras, tropeços pelo palco, até chegar no autoabandono, com seios a mostra e a queda dos dentes.

Apesar de causar risos, vergonha alheia e até revolta, seu descaso não era apenas resultado de uma jovem inconsequente, cujo autocontrole e amor-próprio haviam se perdido, mas essa era sua louca forma de pedir ajuda. Um grito desesperado por socorro que não foi ouvido.

Amy Winehouse sofria um mal terrível
Fionn Kidney/ Wikimedia Commons

Amy sofria de um terrível mal que assola a humanidade desde a sua queda, a necessidade de preencher um vazio de proporções do universo, que costuma ser usado pra explicar nossa carência de crer num ser superior pra fazer o que nossas limitações impedem de alcançar. Porém, essa busca por D-s não é causada apenas por um estado psíquico, mas por uma necessidade humana intrínseca, posta no íntimo do ser humano por seu Criador [Eclesiastes 3.11].

As ações de Amy demonstravam sua busca em preencher um vazio do tamanho de D-s em si. O próprio médico de onde se internou reconheceu que ela não era drogada, mas depressiva, ou seja, sedenta de preencher o vazio de sua pequenez com D-s, mas essa necessidade foi direcionada pra um relacionamento conturbado com o “ex” e as drogas que a faziam balbuciar os próprios sentimentos durante os shows, enquanto esquecia quem realmente era e de todo seu potencial.

Quando nossa imensidão não é preenchida por D-s, somos esvaziados de sentido e a vida perde o valor [Eclesiastes 1.3] – como aponto nesse artigo – nos levando a tentar preenchê-la com soluções alternativas, sejam drogas, sexo, pessoas, etc. Por isso, mesmo com o sucesso que trouxe a Amy muito mais do que uma pessoa precisa pra viver bem, ela não foi feliz; sua busca se deu por qualquer coisa que a preenchesse, não por Quem deu tudo de si pra lhe trazer a vida [João 3.16]. Sua procura foi a sua perdição, sem que isso a fizesse alcançar o que tanto desejava, porque seguiu numa direção que apenas aumentou o vácuo em si.

Apesar de seus passos escuros, Amy desejava mudança, conforme atestam suas tentativas de reabilitação, mas possuía força zero pra largar aquela situação [Romanos 7.15]. Não apenas seu organismo se tornara dependente das reações químicas proporcionadas pelas drogas, mas sua alma se apegara ao preenchimento momentâneo – ela encontrou tudo, menos Aquele que não apenas preenche, mas que é do tamanho certo para nos dar a verdadeira liberdade, conforme crescem em nós [João 3.30].

Amy Winehouse apesar das consequências
r2hox/ Wikimedia Commons

Apesar das consequências terem evidenciado suas escolhas mal feitas, na real ela não tinha escolha alguma, pois quando estamos afastados de Deus, não existe livre-arbítrio, tudo não passa de ilusão, até mesmo a esperança [Romanos 8.24], restando apenas cativeiro [Gênesis 4.7].

Quando sob a servidão dos desejos, somos compelidos ao erro [2 Pedro 2.19], nosso senso de orientação passa a apontar pra uma liberdade que não passa de miragem, e os sentidos nos impedem de sair dessa matrix envolvente – assim aumenta o estado de miséria, numa autodestruição contínua.

Liberdade real só existe em Cristo, que deu Sua vida pra nos resgatar do poder mortal das distorções [Romanos 6.23], quando nos reconciliamos com D-s, através de Cristo é que restauramos a comunhão perdida e passamos a conhecer a verdade [1 João 5.20], que não apenas é uma interpretação, mas que possui o poder de libertar [João 8.32], então passamos a desfrutar do livre-arbítrio [Romanos 8.2].

Estar reconciliados com Deus mostra a real consequência de nossos erros [Romanos 3.23]. Só quando somos libertos [Romanos 6.19-20,22] podemos escolher [1 Coríntios 10.23] e optar por não errar [1 Pedro 4.1-2]; porque já não existe medo, tristeza ou depressão como consequência [Romanos 8.15].

Clube dos vinte e sete
Clube dos 27: Brian Jones (Rolling Stones), Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison (The Doors), Jean-Michel Basquiat, Kurt Cobain e Amy Winehouse, grafite de Jonathan Kis-Lev, em Haim Ben Atar St 5, Tel Aviv – Psychology Forever/ Wikimedia Commons

Como Amy não conseguiu perceber isso a tempo, teve uma vida e um fim trágico [Gálatas 6.7], dentre tantos outros que morreram com a mesma idade que a sua, o Clube dos 27: Kurt Cobain, vocalista do Nirvana, líder da geração grunge que se suicidou com um tiro na cabeça, Jimi Hendrix, o maior guitarrista da história do rock, encontrado morto engasgado no próprio vômito, Janis Joplin, a maior cantora de blues e soul falecida por overdose, Jim Morrison, líder do “The Doors”, encontrado morto por overdose e Brian Jones, guitarrista dos Rolling Stones, achado desacordado numa piscina.

Diferentemente do que ensinou Cazuza, todos esses são exemplos de jovens a não serem seguidos. Mesmo talentosos, eles trocaram seu bem mais precioso por algo transitório que os fez ganhar o mundo enquanto se perdiam pelo caminho, até não restar mais nada da essência que os tornava únicos [Marcos 8.36]. E além de se destruírem total, arrasaram suas famílias e todos que os admiravam.

Confesso que torcia pela recuperação de Amy, mas infelizmente aconteceu o pior. Isso porque só é possível vencer os prazeres oferecidos pelo mundo, permanecendo em Cristo [1 João 5.5], pois sem Ele o vazio toma nosso ser. Temos alguém por quem clamar pra escapar das tentações [Mateus 6.13] mesmo que a gente erre [1 João 2.1]. Sem Ele não somos nada, mas com Ele podemos enfrentar mesmo as situações mais difíceis [Filipenses 4.13].

Ósculos e amplexos,

Mishael Mendes Assinatura
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