Um lugar pra conhecer a profundidade das coisas

Nada [in]definido, numa inconstante conjunção

Nada [in]definido, numa inconstante conjunção

Não há nada tão simples como o nada,
Trazendo em si mesmo a explicação do que é,
Um vazio, sem sombra do que quer que seja,
Do qual nada mais pode ser dito.
Assim segue ele, sua vida de insignificância.

Nada é absolutamente coisa nenhuma!
E o que poderia ele ser além disso?
Somente um amontoado de coisa alguma.
Mas se o nada limita-se a sua insignificância,
Seu valor será de nada elevado a nona potência.

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Tempo que passou, distante, já não volta mais

Tempo que passou, distante, já não volta mais

Tempo escorrendo-me nas mãos,
Entre os dedos a escapar,
Sem que eu possa detê-lo.

Vai-se indo, quando vejo
Tão distante já se faz,
Obrigando-me o outono enfrentar.

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Cansado daqui, ele foi, entre as nuvens, curtir o vento da liberdade (In memorian)

Cansado daqui, ele foi, entre as nuvens, curtir o vento da liberdade (In memorian)

Quem via a pele enrugada, com marcas,
Não podia imaginar a criança habitando ali,
A magreza acentuada das maçãs
Mostrava a fragilidade de um gasto corpo
Tanto açoitado pelo tempo voraz.

Pra ele não importava o tamanho da dificuldade,
Apenas a insistência de sua resistente teimosia,
O único empecilho mesmo era a precária saúde
Que aos poucos esvaia mais e mais.

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Pela janela, a vida passou e sorrindo acenou pra mim

Pela janela, a vida passou e sorrindo acenou pra mim

Pela janela vi a vida passeando,
Meio corrida, um tanto mais de vagar,
Mas num ritmo diferente do que imaginei.

A visão que tive daqui
É diferente do que se experimenta de lá,
Entre frenéticos passos tentando alcançar
Um tempo que não espera
E um caminhar descontraído só pra ver
O que o dia a dia oculta-nos da visão.

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Ser Humano – Complexo, divergente, ainda assim tão semelhante

Ser Humano – Complexo, divergente, ainda assim tão semelhante

Dor – Alívio,
Tranquilidade – Agitação,
Frieza – Calor,

Alegria – Tristeza,
Repudio – Atração,
Cuidado – Desafeto,

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Sombra & Luz

Sombra & Luz

Quantas vezes se pode errar, tentando encontrar o caminho?
Em que quantidade se apagará a lâmpada, luz da vereda?
Como seca a erva ensopada, sem corte ou escoriação?
Qual o caminho do vento e de onde soa sua voz?
Será 490 extenso número ou apenas relatividade do finito?

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A vida da morte

A vida da morte

Quando decidi morrer
É que descobri a vida,
Algo não antes experimentado.
Livre de minha vontade
Corro sem embaraços para Ti.

Quando decidi morrer
Descobri o dia belo e aprazível,
Que cores formam aliança
Testemunhando verdade
Que não tem fim.

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Cume do Monte

Cume do Monte

Pelas asas da alvorada subi
Cheguei ao cume mais alto,
Por fugir foi que aqui cheguei.
Ao redor meus olhos contemplam
Montes, montanhas e outeiros
Altos, tão longe estão,
No alto é que se vê melhor.

Do chão via apenas
Minha vontade, meu querer
Cheguei aqui e já não posso
Ocultando-me fugir,
Na luz não há sombras
Apenas verdade.

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Fragmentação

Fragmentação

Não sou mais alguém feliz
Meu sorriso já não quer dizer alegria
Aliás, já não significa nada mais!

Não consigo confiar em ninguém,
As pessoas nunca são o que fingem ser.
Você pode pensar me conhecer,
Mas nem o mínimo o podes saber,
Na verdade vês apenas o que quero!

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