A maldade em mim

A maldade do meu coração
Se expressa em minha ações,
Escorrendo-me pelas mãos,
Pés, olhos e lábios…

De braços abertos recebi o prazer
E aninhando ali Te vi longe de mim,
Afastando-se cada vez mais
Indo pra longe, tão distante,
No ermo me perdi,

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Quando vi, abraçava a mim mesmo
Sozinho, mais, não poderia estar
Pois de companheiro me restou o vento
A levantar areia e impedir a visão.

No deserto resta apenas solidão.
O tamanho de minha significância
Parece aumentar, cada vez maior,
Eu aqui perdido na imensa vastidão
Por companhia restou apenas o ego.

A noite fria se faz apresentar
Tão logo o sol se esconde,
Depressa o escuro me quer devorar.

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Corro, caminho, arrasto-me,
Mas a imensidão não tem fim
Deito-me para perceber
Que só mais um grão sou eu

Me perco de vez em meio ao pó,
Mas do que sou feito mesmo?

O sol incessante que já me roubou
Todas gotas quanto possuía
Agora torna-me em cinzas
Já não resta mais nada de mim…

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Até que o vento soprou
Movendo tudo, colocando cada coisa
Em seu lugar.
Mas o vento soprou sobre mim

Levando-me para onde não se sabe
Começo a flutuar, voo pelas nuvens
Já não sou mais nada, mas vejo-me ainda aqui
Por entre as nuvens a planar

Volto então para Ti
Trago pelo Sopro Teu
E pelos olhos que o colírio lavou

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Vejo que não Tu, mas eu que me afastei
A maldade em mim me distanciou
Me arrancou de Ti, levando-me para o além…

Percebo também que deserto
É dor, tristeza, saudade,
Mas também aprendizado, verdade e vida…
Na dor aprendi Teu amor,

Que os passos são maiores que as palavras,
E toda dependência de um ser tão pequeno
Do Amor que é mais forte que a morte.

Veja também  Tempo que passou, distante, já não volta mais

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Pois o que sou eu sem Tuas palavras
As mesmas que embalam o sonho,
Das doces palavras de cima,
O tesouro que o olho não viu,
Palavras, sagradas letras que não tem fim,

Apenas Tu tens as palavras de vida eterna,
Da vida que quero viver,
As mesmas que me arrancou do simples existir

Para viver por um propósito maior:
Teu querer,
Pois sem ele nada do que é tornaria a ser…

 


#freetalk
Esse poema veio de mais uma de minha conversas com D-s, que a gente costuma chamar de oração – que nada mais é do que falar face a face. E falar olhando nos olhos de alguém exige sinceridade, ainda mais diante de quem nos conhece tão bem que não julga pelo exterior, mas por quem realmente somos, por isso se pode rasgar o coração – tão logo as palavras me saíram dos lábios, percebi que as tinha de escrever e o resultado, que veio enquanto escrevia, você leu aí na íntegra.

Agradeço sempre a D-s, pois sem Ele minha existência seria nula, eu não seria mais que um corpo vazio, vagando perdido pela escuridão, pois Ele é a luz [Ap 21.23-24] de meus passos [Salmo 119.105], o sentido do viver nEle está [Romanos 11.36] é a minha alegria [Habacuque 3.18] e minha canção [Êxodo 15.2].

Ósculos e amplexes,
misael mendes assinatura, misael mendes sign

 

 

 


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