conto

Áptero – Quando a liberdade as asas abriu

Sem possuir a liberdade de seu sonho mais ousado, ele sobrevoava o céu através da mente cheia de esperança

Sem asas, o que lhe restava era contemplar a imensidão celeste, onde a ave mais majestosa carregava o alvorecer, tornando belo o horizonte e cheio de cor de um dia perfeito. Até o céu se revoltar e o vento vir com violência sobre ele.

Vultar – Na essência a visão

A apreensão pelo conteúdo da carta era instigada pela espera, após os meses em meio a escuridão da incerteza

Embora em desuso hoje em dia, telegrama é uma forma rápida e acessível de entregar mensagens de forma segura. Devido a isso acaba sendo usado mais pra comunicar notícias inesperadas ou que não têm uma recepção muito boa.

Abisso – Quando o pavor agita as águas

De sobre as águas vem a ordem pra lançar seu sustento no fundo do oceano, mas como se desfazer de tudo que lhe resta?

Não sendo suficiente vagar pra dentro das trevas, o barco é surpreendido por uma tempestade que revoltou as águas. Em meio ao desespero uma ordem estranha lhe abre os olhos, cegos pela escuridão, mas sua descrença quase bota tudo a perder.

Panapaná – Silenciando a inocência

Nem todo medo pode ser vencido com coragem, alguns é melhor seguir o instinto e correr pro mais longe que der

Um chamado da escuridão o fez despertar pra socorrer o filho, mas ele vai descobrir que o medo do pequeno não é apenas imaginação. Existe algo de muito ruim naquele quarto e trazendo a morte sob as asas está prestes a atacar.

Retravo – Quando o escuro deu à luz

Absorvendo luz e som, o breu lançou sua sombra fria, fazendo tudo desaparecer sob um manto de escuridão abismal

Ele não sabia se ainda habitava um corpo ou havia se transformado numa consciência vagante indo em direção a escuridão. Tudo estava impregnado de trevas. O pior: ele não sabia quem era ou há quanto tempo estava nas entranhas da obscuridade.

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