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Moranguete – Xadrez não sai de moda (Episódio 07)
Chega o casamento de Iowa, Red se esforça pra se alegrar pela amiga, apesar dela estar se unindo a um cafajeste
Por Mishael Mendes access_time 22 min. de leitura
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Um momento descontraído, regado a carinho, faz Red externar a imensidão de sentimentos por Emie. Mesmo preguiçoso, ele precisa treinar pra não passar vergonha e acaba passando raiva com o jogo mais difícil de todos.

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A última conversa com Emie finalizou com Red decidido a não ter mais contato com ela, mas após refletir, deixou o orgulho de lado, valia mais a amizade dela que perdê-la de vez – isso sim, custaria mais.

O que o deixou balançado, foi o fato dela lhe ter ligado, assim seu coração endurecido foi se desfazendo até jorrar águas vivas; ele mandou áudio se desculpando, disse que ela era importante demais pra esquecê-la e eles fizeram as pazes.

— Poxa, migo, té que fim! – Iowa sorriu aliviada. – Já tava desesperada aqui.

— Perdão! É que vim pela rota que conheço, mas tava maior trânsito, daí o motorista teve que fazer uns desvios.

— Bom, pelos menos agora cê tá aqui! – Ela lhe apertou entre os braços, como se isso pudesse afastar todo seu nervosismo.

— Calma, miga, cê tá derretendo.

— Verdade! ‘Té te sujei. – Sem graça, ela pegou um lenço pra limpar o smoking dele.

— ‘Xá comigo! – Red tomou o lenço. – Agora a gente precisa focar em você. Como tão as coisas aí, nesse coraçãozinho?

“É difícil conseguir fazer as pessoas sorrir na mesma intensidade que a gente, mas plantar felicidade pode nos fazer colher amor.”

Iowa disse que tudo certo, mais ou menos, quando Red a questionou o motivo dessa resposta, ela confessou estar apreensiva porque, apesar de tudo ser decorado de sonho e sua família os apoiar, eles não estavam tão felizes quanto ela gostaria.

— Sabe, Iowa, é difícil conseguir fazer as pessoas sorrir na mesma intensidade que a gente, mas plantar felicidade pode nos fazer colher amor. Só dá um tempo pra eles.

— Migo, cê é mesmo incrível! – Dessa vez o sorriso de Iowa refletia tranquilidade.

— Que isso! – Ele lhe acariciou o rosto. – Boba, para de chorar, cê vai estragar a maquiagem. – Red ofereceu o lenço.

— Pega nada! O make é a prova d’água. – Ela riu do espanto dele. – Cê sempre sabe o que dizer nos momentos exatos, migo. – Mais algumas lágrimas teimosas escorreram. Ela não costumava ser assim, porém, esse dia a deixou sensível e qualquer demonstração de carinho era suficiente pras emoções transbordarem através dos olhos.

— Tá bom! Vem cá! – Ante os olhos pidões e marejados da amiga, ele estendeu os braços.

Apesar de estar tão emocionado quanto Iowa, Red conseguiu se conter. Embora tivesse desistido de contar a verdade sobre o noivo da amiga, ainda não aceitara total a ideia da amiga estar se unindo com aquele perva; não a ponto de dar aquele tipo de conselho, por isso quando se ouviu dizê-lo ficou surpreso.

Só após acalmar Iowa, ele reparou que o sítio da mãe da amiga, que já era bonito, estava um espetáculo cheio de luzes e flores a contrastar com seu verde natural. Porém, o que encheu o ambiente de beleza foi a entrada da noiva. Todos se colocaram de pé pra acompanhar seus passos até o altar, o sol a se pôr detrás dela, dando tons de amor as nuvens, destacou sua silhueta num vestido imaculado, cravejado de swarovskis. Com Iowa sorrindo assim era difícil saber quem brilhava mais, ela ou o astro; quando uma chuva de pétalas caiu, ela começou a cantar, fazendo os olhos dos convidados marejar.

Mesmo a música sendo tocante – a mais bela que Iowa já ouvira – o que emocionou, enquanto a calda de tule rendada deslizava pelo chão, foi sua voz a imprimir profundidade a cada verso entoado, harmonizando com os instrumentos cuja afinação tocava a alma enquanto ela entoava a própria verdade; tamanha entrega a tornou a música melhor que a versão original – assim como ocorreu com o cover que Whitney Houston fez de I Will Always Love You, música da Dolly Parton.

“O tempo para, deixa de existir, quando se está com quem controla as batidas de nosso coração.”

— É, migo, parece que cê é o próximo da lista! – Se antes Iowa estava contente, depois que a cerimônia terminou o sorriso não descolava do rosto.

— Sei nem do que cê tá falando! – Red ergueu uma das sobrancelhas, só aí recordou que pegara o buquê, então o escondeu nas costas.

— Destino que fala, né!? – Ela piscou. – Bora dançar! – Ela saltou, os olhos brilhavam.

— Pode ir. Tô indo já! – Ele tentou se livrar do convite.

— Não mesmo, bora! – Ela saiu empurrando o amigo. Sem ter alternativa, Red se jogou na pista, logo o espaço encheu e a geral balançava o esqueleto.

— Migo, cê pode té não acreditar nessa parada de destino e tals, mas se não casar, não vai ser por falta de opção. Dá só um ligo. – Com a cabeça ela apontou as garotas tomando a pista. Bastou olhar de relance pra verificar as opções e Red encontrou os olhos de Marcie em busca dos seus; na hora as bochechas dele ganharam um colorido diferente das luzes que iluminavam a pista.

— Parece que cê nem vai esperar tanto assim. – Iowa cochichou no ouvido dele, toda alcoviteira. – Anda, vai lá! Tá esperando o quê? – Vendo o amigo, sem jeito, o encorajou.

Bastou Red se aproximar pra começar a tocar uma música lenta, automaticamente ele ergueu a mão aceita por Marcie com um sorrisinho tímido. Ficaram agarradinhos lembrando como fazia tempo desde que se viram pela última vez até o papo se estender sobre as coisas da vida.

— Nossa! Meia-noite já? – Red se espantou com a hora exibida pelo smartwatch. – A hora passou tão rápido que nem percebi.

— Normal. – Marcie falou de forma natural.

— Mesmo? – A espontaneidade dela o fez duvidar se sua percepção é que estava errada.

— Sim! Isso é comum de acontecer. O tempo para, deixa de existir, quando se está com quem controla as batidas de nosso coração. – A facilidade em que ela disse aquilo, sob o brilho do luar e o mirante diante deles, o fez projetar o corpo pra frente, só pra ver o sorriso dela ficar mais lindo e seus olhos fechar, aí o beijo rolou; depois outro e mais outros.

“Engraçado como as amizades mais improváveis são as que valem a pena conservar.”

— Pera! – Marcie segurou a mão de Red enquanto ele se afastava pra partir, fazendo-o olhar pra si. – Cê não tá esquecendo nada?

— De você!? – Ele sorriu, galante. – Bom que decidiu ir comigo. – E piscou pra ela.

— Bobo! – Marcie sorriu, desconcertada. – O buquê. – Ela o ergueu com ambas as mãos.

— Fica! Acho que uma flor sabe cuidar melhor de outras. – Com esse veco à queima-roupa, ela não resistiu e eles deram um último beijo. Assim, Red foi pra casa de posse do número dela e com um sorriso que só fazia aumentar; ele nem reparou na distância do caminho mal-iluminado.

Como se Iowa tivesse antevisto o futuro, o lance dos dois se tornou algo mais sério, mas a amizade entre Red e Emie continuou, eles conversavam quase todo dia, não na mesma proporção de antes. Até o papo se reduzir a cumprimentos vez intervalados entre si e eles perderem o contato de vez.

O que restou pra ambos foram as palavras de carinho e a música Apologize. Toda vez que ela tocava em algum lugar eles se sentiam conectados, pra Emie, então, ela ficou mais marcante, era impossível ouvi-la e não sorrir por lembrar do garoto mimado e inconsequente que a amou mesmo sem conhecê-la pessoalmente. Motivos incomuns que tornaram a canção especial – algo confessado por ela meses antes de pararem de se falar.

Diferentemente de Red, a amizade de Zie com Moranguete seguia firme, o que só mostrava o tamanho da ironia nisso tudo. Logo ela que tanto tentou afastar o amigo de Emie e não a suportava por roubá-lo, foi quem manteve contato – engraçado como as amizades mais improváveis são as que valem a pena conservar.

Dar uma sumida

Zie só chegou a dar uma sumida quando rolou aquela treta nas redes sociais – até porque ficou sem reação, afinal, as duas ainda não se conheciam tão bem assim – mas passado isso, acabaram ficando íntimas, conforme Zie via o quanto ambas se pareciam.

Emie foi quem a ensinou poder ter vários amigos. Quando Zie reclamou que os garotos mal lhe davam atenção, lhe disse que não precisava ser tão apegada, que isso só servia pra sufocar mais ela que aos outros. Desapegar de Red foi a melhor coisa que aprendeu, afinal, após terminada a monitoria, se afastaram até o amigo se tornar uma boa lembrança, com quem podia conversar às vezes.

— A gente pode conversar, Red?

— Claro!

— Me acompanha até minha sala, então! – Ele assentiu, mas bastou que Kerr Lauren lhe dar as cotas, pra Red revirar os olhos ao acompanhá-lo.

Por se destacar durante a monitoria e também enquanto estudava, Red recebeu do Luigi Castelli, coordenador pedagógico, a proposta de trabalhar como instrutor ao concluir seu curso. Mesmo fora da casinha, ele era a melhor pessoa que ele conhecera, sempre motivador e otimista, assim foi uma perda sem tamanho quando ele deixou a instituição por motivos pessoais. E se o acontecido entristeceu o garoto ao saber que o lugar dele seria ocupado pelo babaca do Kerr Lauren a aventura se tornou tragicômica.

O perva mal esperou fechar a porta, foi logo reclamando dele estar de muita gracinha com as alunas que era bom parar porque a escola tinha câmera e isso podia dar ruim grandão.

— Mas elas que ficam de graça. – Red tentou justificar.

— Também, com os pornô que cê posta!

— Ah! Para! Meus nudes são artísticos.

“A conquista de algo custoso faz a gente enxergar que o tempo perdido e as dificuldades enfrentadas são necessárias quando se deseja novos patamares.”

— Independentemente! Cê devia ter mais postura, já que está em destaque; os alunos te veem como exemplo. De qualquer forma, dê um jeito nisso.

Red assentiu e se retirou, era tenso ouvir isso de alguém amoral como Kerr Lauren, ele vivia de graça com as alunas, pegando na cintura delas – fora os clipes do 50 Cent que deixava rolar antes do início das aulas. Agora vinha pagar de moralista com papinho mole que ele precisava ser exemplo? Era mesmo uma hipocrisia sem tamanho!

Ele não ia deixar Kerr Lauren se intrometer em algo a parte do serviço, como sua vida pessoal; sem falar que as fotos postadas eram mais pra celebrar o quanto estava confortável com o próprio corpo que por qualquer outra coisa. Quando mais novo Red não se aceitava bem, até começar a malhar. Se isso lhe rendia likes e atraía as garotas, era uma consequência sempre bem-vinda. Mas a intromissão lhe fez ter uma ótima ideia: ele usou o Twitter pra anunciar estar oficialmente em busca de um novo amor.

motivos pra me namorar:
– cozinho (especialidade: mousse de maracujá);
– sou cheirosin;
– carinhoso e atencioso;
– inteligente;
– arrumo teu iPhone;
– gosto de um bom sertanejin;
– faço massagem boa;
– te desenho;
– adoro xadrez (porque xadrez não sai de moda!).

No mesmo tuíte ele anexou uma foto de camisa xadrez e outra de um de seus desenhos, daí o fixou pra ter mais visualizações. Nem precisava, rapidamente recebeu um grande número de curtidas, fora as respostas diretas – uma ainda mais hilária que a outra.

Uma garota disse que desse jeito ia querer é casar de vez, ele então a convidou pra irem comprar as alianças. Outra mais espertinha disse que arrumar o iPhone era fácil, ela queria mesmo é ver ele dar um novo, ao que Red respondeu que nesse caso ela procurava um Sugar Daddy, não um namorado e colocou risadinhas.

Após rir bastante, percebendo ser impossível dar atenção a tanta mensagem tuítou algumas respostas pra esclarecer a geral. Pra quem duvidava de tantas qualidades numa só pessoas, afirmou ser tudo verdade: amava cozinhar, sabia fazer tudo em casa; era bom com tecnologia e estava estudando engenharia nuclear, ou seja, ainda ficaria rico – pelo menos é o que esperava – e adorava novas amizades, assim, estava na pista pra negócios.

Já pros que questionaram o motivo de ainda estar solteiro, disse que tentou, mas suas tentativas não vingaram, mesmo fazendo desenho, cartinha, etc., não funcionou e suas ex acabaram terminaram com ele.

acho que as pessoas não curtem quem é atencioso e carinhoso, daí dá ruim pra mim. As garotas gostam mesmo é de joguinho, de fazer doce, e isso não cola comigo.

quando gosto, demonstro, me importo, sou carinhoso e procuro agradar à garota que tô. Talvez eu não seja a pessoa mais interessante do rolê, mas tamo aí na pista… kkkkk

minha primeira “ex” foi a garota que mais gostei. Tava sendo bom demais ficar com ela, daí preparei tudo pra pedir ela em namoro. Comprei tudo que ele gostava no mercado, fiz um desenho dela e escrevi uma carta.

ia pedir ela segunda, aí ele terminou comigo um dia antes kkkkk chorei muito. A segunda parecia tá maior a fim de mim e eu também, já tava preparado pra engatar namoro, daí a gente foi no Lollapalooza de casal e quando voltou ela terminou comigo.

porque não tava preparada pra assumir relacionamento, um mês depois lá tava ela, namorando outro… kkkkkk

sem falar dos casinhos que tive, só porque tratei bem, fui fofo, já pensavam que eu tava morrendo de amor e planejando casório. Mas não foi nada disso, só fui legal porque gosto de proporcionar um date bom. Ninguém precisa ser escroto, ok?

e, sim, ainda acredito na felicidade! Só não sei porque ainda não deu certo, falta de tentativa não é. Se a @GretchenCantora ainda acredita no amor, após dar ruim com 17 casamentos, não sou eu que vou desistir no 2.º projeto de namoro, né não?

a quem interessar, mapa astral:
– Signo: Aries;
– Lua: Sagitário;
– Ascendente: Gêmeos;
– Vênus: Aries;
– Marte: Capricórnio;
Só não sei o que isso significa, se alguém quiser explicar, fica à vontade, porque não entendo nada disso… kkkkkk

Terminada a interação, ele deu uma pausa no Twitter, até porque falar de Marcie o fez recordar o tanto que ainda gostava dela. O tempo passados juntos foi tão bom, mas o “ex” dela ficou em cima e eles acabaram transando, daí ela achou melhor terminar com Red antes dele se apegar e acabar se machucando – o que ela nunca soube é que era tarde demais pra evitar disso acontecer.

Então veio a segunda e quando ele começou a se apaixonar, ela deu um pé na bunda dele, depois disso Red ficou com várias, sendo maior fofo e atencioso pra proporcionar a melhor experiência possível. Na tentativa de alguma se convencer do cara legal que ele era e resolver ficar de vez em sua vida dele; até hoje isso não funcionara – talvez se ele fosse moleque piranha evitaria dor de cabeça e de ter o coração partido, mas ele não sabia ser assim, então, paciência pra continuar até a pessoa certa vir ao seu encontro.

Foi aí que uma luzinha acendeu em sua cabeça e ele percebeu que o lance dele com Marcie era nada por acaso, Iowa dera um empurrãozinho pro destino. A amiga comentara com ele que Marcie estava solteira em busca de alguém, tão legal quanto ele, pra parar de dar moral pro “ex” e ser feliz; mas encantado com Emie, ele acabou não dando moral, embora tivesse pagado maior madeirinha pra ela.

Iowa viu exatamente onde Red estava posicionado antes de jogar o buquê, como ela sempre teve ótima mira, não foi difícil fazer o arranjo passar por cima das mãos desejosas por agarrá-lo, indo parar no colo de quem ria das garotas se empurrando, furiosas. Tentar passar o buquê não funcionou, a amiga disse que isso dava azar, depois ela o arrastou pra pista, na mesma direção de Marcie – todo resto aconteceu como ela planejara.

— Aquela Iowa tem jeito mesmo não! – Ele riu ao se dar conta de tudo que a amiga arquitetou. – Pena que não deu certo, porque ela é ótima de cupido.

O que também não durou foi o casamento da amiga, ela se separara meses atrás, após descobrir o quanto o marido era infiel. Apesar do casamento de curta duração, a experiência transformou o mundo de Iowa por completo ao conceber um filho – a coisinha mais linda e fofinha do titio, Red babava. O pequeno é quem lhe deu força pra acreditar no mulherão que era e ver que não dependia de ninguém pra ser completa ou conquistar o que quer que fosse – ainda mais um macho feio e escroto, como seu ex.

— DING! – O barulhinho agudo soou, indicando nova notificação. Ao olhar a tela, Red viu haverem lhe enviado uma DM, quando abriu a mensagem era Zie, perguntando se ele ainda estava aceitando currículo.

Achando graça, ele entrou na brincadeira, dizendo ainda estar disponível pra negociações, mas conforme a conversa seguiu, percebeu que ela falava sério. Zie revelou gostar dele e isso já tinha um bom tempo; no começo achou que era só amizade, daí o sentimento aumentou e mesmo eles se afastando a necessidade de tê-lo por perto não diminuiu.

— Cada dia longe de você, faz eu sentir que falta algo e esse espaço só pode ser preenchido por você, Red. – Após ler isso foi até difícil pra ele engolir a própria saliva. Red foi cuidadoso com a escolha de palavras pra dizer o quanto Zie era especial, não de forma romântica, pois não a via assim. De um jeito que nem lembra, Red fez isso, não sem a alma pesar, os pulmões funcionarem com dificuldade e os dedos se perderem, enquanto enviava as respostas pra cada questionamento ou afirmação dela.

Levou um fora

Após entender os sentimentos dele por si e que, apesar da postagem, Red queria mesmo é continuar na pista, aproveitando o sucesso pra pegar geral e ganhar biscoito, Zie resolveu pausar os papos, mas se expor doeu menos do que pareceu e ela ficou aliviada.

Já Red, encarnou a dificuldade de Emie ao dispensar alguém a quem só desejava a amizade – parece que o jogo virou, não é mesmo? – isso lhe deu maior compreensão e o fez ver o quanto a amiga fora decente com ele.

Na vida de Red, havia apenas uma coisa ainda inacabada, mesmo passados meses, então resolveu varar a madrugada e só sair da frente do console quando completasse Sekiro: Shadows Die Twice. Mesmo passando uma raiva, continuou até pegar as manhas.

Foi preciso morrer muito e voltar várias vezes, mas a cada derrota surgiam novas descobertas, assim já entrava nas batalhas calculando o número de mortes necessárias pra derrotar os chefes, terminando cada vitória com a sensação que fora a melhor luta.

Diversas áreas podiam ser desbravadas, apenas correndo e se esquivando, fazendo isso ele descobriu bastar se afastar e ficar escondido pra ser esquecido pelos adversários. A não ser quando o mini-chefe estava protegido, tentar atacá-lo, mesmo surgindo oportunidade, só servia pra fazer o bichão doido, querendo vingança.

Logo ele percebeu que a melhor forma de derrotar um mini-chefe protegido era eliminar os inimigos um a um, deixando-o por último e caso fosse descoberto, bastava se esconder. Já quando o mini-chefe estava sozinho era só atacá-lo de forma sorrateira, o que já tirava 50% de vitalidade.

O que dificultava é que o poder de ataque só aumentava após derrotar determinados chefes, assim como a barra de vida e o nível de defesa, após pegar itens que apareciam de maneira restrita – o que tornava a evolução limitada.

O jeito mais eficiente de derrotar inimigos era com mikiri, stealth e parry – diferente dos outros jogos da From Software, onde o parry sempre esteve presente, nesse a técnica deixou de ser um extra pra se tornar parte da mecânica do jogo e necessário pra superar os adversários. Assim, se defender antes de sofrer um golpe, prejudicava a postura adversária, deixando-o vulnerável.

Como cada adversário possuía um ponto fraco diferente, as formas de vencer eram diversas. A parte mais treta foi enfrentar os últimos bosses, o clã Ashina, a partida era dividida em quatro fases, a primeira com Genichiro e as três últimas com Isshin. Cada uma tinha padrões de ataques um mais complexo que o outro, mas em todas o segredo era vencer reduzindo a barra de postura, o que exigia proximidade pra usar parry.

Desse jeito ele conseguiu zerar o jogo, não sem passar maior raiva, mas no final toda intensidade de sentimentos acabou sendo boa e o levou a atingir seu objetivo. Pra comemorar, ele fez boomerang dançando, com a hashtag #almalavada e escreveu que a conquista de algo custoso faz a gente enxergar que o tempo perdido e as dificuldades enfrentadas são necessárias quando se deseja novos patamares.

Empolgado ele resolveu jogar novamente, mas dessa vez aumentou o nível de dificuldade invocando uma maldição, ainda assim não levou mais de uma hora pra conseguir completar tudo. Por finalizar o jogo pela segunda vez, além da maldição, ele ainda podia renunciar um item de proteção, tornando tudo duplamente difícil, daí fez selfie, com a TV de fundo, e a tuítou com a legenda “agora a coisa fica impossível #nivelhard”.


#proximaminisserie

O que uma mãe estaria disposta a doar pelo filho? Em meio ao caos que se encontra o mundo você conhecerá a dimensão do amor de uma mãe. Interrompido é uma minissérie pra falar de sentimentos, entrega, limites e mostrar ser possível fazer mais, mesmo quando tudo parece acabado, porque “se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim”.

Ósculos e amplexos,

mishael mendes sign, assinatura

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