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A supremacia do amor [1 Coríntios 13]
Tudo vai deixar de existir, até o conhecimento e os idiomas, mas o amor irá permanecer porque sua essência é eterna
Por Mishael Mendes access_time 2 min. de leitura

Mesmo possuindo comunicação
Que ultrapassa barreiras espirituais,
Sem amor, palavras são só barulho.

Ainda que dê pra prever o futuro,
Saber da eternidade os mistérios;
Conseguir mover as montanhas,
Sem amor seria como nem existir.

Doar as poses aos necessitados
Ou se entregar como mártir,
Sem amor, seria perda de tempo.

O amor não se precipita
Ele expressa bondade.
Não é ciumento, presunçoso,
Nem orgulhoso ou grosseiro.

Não deseja as coisas de seu jeito.
Nem se irrita com facilidade
Ou mesmo guarda rancor.

A injustiça lhe entristece,
O que lhe alegra é a verdade.

Sem se entregar, mantém a fé
Não perde as esperanças
Permanecendo firme até o fim.

O amor perdura
Nina Hill/ Unsplash

Quando findarem revelações,
Idiomas e conhecimentos,
O amor irá permanecer.

O conhecimento agora existente
É apenas parte, incompletude,
Até previsões revelam frações.

Quando a perfeição vier,
O corrompido e o incompleto
Serão subtraídos, desaparecendo.

A infância nos leva a falar,
Perceber e pensar algo que
É alterado pela maturidade.

O visto é sombra, imperfeição,
Através do espelho, obscuridade,
Mas conheceremos a plenitude,
Assim como somos conhecidos.

Apenas três coisas permanecerão
A fé, a esperança e o amor:
O maior de todos os dons.


#papolivre

Volta e meia me pego pensando e escrevendo sobre o amor, seja em alguma história, poesia, crônica ou mesmo esse artigo mais aprofundado. É inevitável não falar sobre o sentimento mesmo tendo quem não acredite em sua existência – como Jennie, da minissérie Fragrante. A maior referência sobre o tema existente na literatura, onde é possível ver a dimensão – não apenas sua percepção – é o capítulo treze da primeira carta de Paulo a comunidade em Corinto.

Dado a sua importância resolvi reescrevê-lo pra facilitar seu uso na escrita e acabou que lhe dei novo significado e poesia, assim nasceu esse poema – que nada mais é que a sua versão inversível. O fascínio exercido pela profundidade e os mistérios do capítulo vem influenciando artistas ao longo das décadas, indo desde os romances de Philip K. Dick, fazendo aparição em filmes, além de harmonizar com a música erudita e o pop do Legião Urbana, Rolling Stones e Lauryn Hill – cuja obscuridade flertou até com um jogo da Arkane Studios.

Ósculos e amplexos,

Mishael Mendes Assinatura

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