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Nome e vestimentas de santo
É inegável o poder de atração que o belo exerce sobre nós, ainda mais quando somos envolvidos por seus encantosencantos.
Mishael Mendes access_time 2 min. de leitura

Não adianta ter nome, aspecto,
Nem mesmo trajes ou trejeitos
Se na essência é coisa alguma
Daquilo que pode ser deduzido

Se a cada pensamento é morte,
Adultério, traição e fornicação
Se tais coisas ocupam a mente
O que se vê não passa de capa.

Mesmo transvestido em fulgor,
Em si, o mal só contém trevas,
Quanto maior é a obscuridade
Se a maldade brilha nos olhos.

Em ovelha a aparência remete
Mas sob a pele há lobo tirano
Ainda que as ações ludibriem
Os frutos revelam a perversão.

Falta ao espinheiro a vocação
Em produzir o autêntico azeite
Torpor e feridas é tudo que faz
Enquanto vai sorvendo a alma

Em cada gota se esvai as forças
Aparência dissimula e encanta,
Mas o som não tem o que dizer
É oco, destituído de significado.

Não é roupa ou comportamento,
Jargões, entonação ou recursos,
Se as intenções não são verdade
Não há liberdade, só escravidão.

O que altera a essência e matéria
É percebido apenas pelo coração
Que jorra, lavando tudo lá dentro.
É inexplicável paz que só se vive,

Perca de tempo é tentar explicar
O amor que transborda em ações
Chamando atenção de multidões
Cobrindo uma imensidão de erro.

Lançados foram todos os desvios
De caráter, ações, conduta, passo
No esquecimento que se encontra
Nas entranhas do extenso oceano

O coração é quem vai sentenciar
Se leve, as alturas ele vai arvorar,
Se pesado, ao abismo vai decair.
Do que adianta arrotar santidade

Se o odor não exala a fragrância,
Escolhas se pautam em rebeldia,
Em falácias de altiva demagogia,
Bem longe da loucura libertadora.

Não é a quantidade de afirmações
Ou ainda a certeza de convicções
O que transforma, altera, frutifica
Não está na assepsia de palavras.


#freetalk

A gente não pode julgar o comportamento de alguém, pois quem realmente conhece cada um em seu íntimo é D-s [1 Samuel 16.7], além disso, pode ser que o erro – que acusamos o outro – seja o mesmo do qual somos culpados [1 Coríntios 10.12].

O melhor é não acusar ninguém, assim evitamos incorrer em hipocrisia [Mateus 7.1-5]. Por outro lado, é possível denunciar práticas que não convém, enquanto analisamos se não temos cometido os mesmos erros – podemos até apontar comportamentos, jamais o dedo pra condenar alguém.

Ósculos e amplexos,

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