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Aquilo de que mais preciso
Sem energia corpo algum pode se mover e a menos que haja o que lhe conceda força não há como sair da estagnação.
Por Mishael Mendes access_time 4 min. de leitura

Tudo o que necessito é de forças
Pra ser grande, maior do que sou
Ultrapassar essa minha estatura
Pra alcançar os maiores sonhos.

Tudo o que necessito é de forças
Pra propagar minhas convicções
Levar o meu propósito onde seja,
É impreterível plantar a semente.

Tudo o que necessito é de forças
Pra exceder cada uma das falhas,
Fracassos, quedas ou deficiências
Até conseguir alcançar a plenidão.

Tudo o que necessito é de forças
Não de iluminação ou dormência,
Inconsciência, perda dos sentidos,
Nem de sensações ou percepção.

Tudo o que necessito é de forças
Pra derrotar aquilo que é preciso
Negar ardência de meus desejos,
Escolher abdicar o livre-arbítrio.

Tudo o que necessito é de forças
Pras escolhas serem conscientes
Elencadas pelas letras sagradas
Que me refulgem desde o berço.

Tudo o que necessito é de forças
Pra poder superabundar na graça
Exalando perfume tão aprazível
Enquanto resplandeço nívea luz.

Tudo o que necessito é de forças
Pra decidir entre a morte e a vida
Optando pela escolha mais difícil
Assim avançar sem ser por vista.

Lopez Robin/ Unsplash

Tudo o que necessito é de forças
Pra eliminar as minhas fraquezas
Dispersar os julgamentos e pesos
Ter onde, em segurança, repousar.

Tudo o que necessito é de forças
Pra perpassar na direção correta
Prosseguir no caminho afunilado
E que conduz às águas tranquilas.

Tudo o que necessito é de forças
Pra ultrapassar vale de escuridão
Onde sou confrontado pela morte
E o vácuo é quem faz companhia.

Tudo o que necessito é de forças
Vencer quem o espelho me revela,
Negando vontades, a cruz portar,
Pôr-me sob o jugo de fardo leve.

Tudo o que necessito é de forças
Da alegria que me concede poder
Verter lágrima no ápice do júbilo
E saltitar de felicidade na tristeza.

Tudo o que necessito é de forças
Pra ter ousadia e apenas avançar
Não temer consequência alguma
Seguir sem voltar os olhos atrás.

Preciso ser livre do medo
Jaanus Jagomägi/ Unsplash

Tudo o que necessito é de forças
Pra ser livre do medo e apreensão
Com um capacete blindar a mente
Contra qualquer tipo de acusação.

Tudo o que necessito é de forças
Renovar o vigor que há em mim
Sem cansar de andejar ou correr
Como águia o alto céu alcançar.

Tudo o que necessito é de forças
Pra ter a estabilidade dos montes
Que não abalam com o forte mar
Mantendo-se firmes em seu lugar.

Tudo o que necessito é de forças
Pra conseguir exceder a matéria
Alcançando aquilo que não se vê
Só se ouve, sem a rota conhecer.

Tudo o que necessito é de forças
Pra sair de tal condição estática
Que a vitalidade me vem sugar
Deixando restar um pouco de ar.

Tudo o que necessito é de forças
Que músculos não proporcionam
A alimentação não pode fornecer
Nem a vontade consegue evocar.


#papolivre

Pra um corpo se manter é necessário energia, algo que ele mesmo não pode gerar – conforme a primeira lei da termodinâmica – é necessário algo pra fornecê-la. No caso do corpo humano, isso ocorre por nutrientes, como carboidratos e gorduras, de onde o organismo abstrai glicose.

A própria interação entre corpos ou com o meio possibilita ganho, ou perda de energia, como acontece com a eletricidade estática que se deposita através da fricção; quando se trata de calor, o processo de transferência de energia ocorre por meio da radiação, condução e convecção. Apenas através da troca que a energia pode ser transformada, retida e utilizada ou dispersada. E o que alimenta o impalpável – feito apenas de energia – e sustenta o desejo de continuar mesmo em meio as dificuldades? Qual é a fonte primordial de energia do universo [Hebreus 1.3]?

Ósculos e amplexos,

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