iPhone X – O futuro chegou cedo

Na tarde de terça (12/09) a Apple lançou o iPhone 8 e sua versão Plus, mas o que realmente chamou a atenção e deixou geral babando foi o iPhone X (leia ten/10), a versão comemorativa de 10 anos.

Desde que o iPhone foi lançado, em 2007, o aparelho tem inovado em muitos aspectos, além de tornar outras tecnologias populares, embora nos últimos anos a Apple pareceu ter ficado atrás dos concorrentes, o iPhone X veio pra provar exatamente ao contrário e ele é ainda melhor do que todos esperavam 😱😍😍😍 e deixar a concorrência no chinelo.

O novo iPhone é uma verdadeira revolução no design, vem embarcado com um série de novidades, tanto no hardware, quanto em melhorias no iOS feitas exclusivamente pra ele, tornando-o um verdadeiro canivete suíço deluxe.

Design

A primeira coisa que mais chama atenção é o design de tela infinita que, diferente da concorrência, ocupa praticamente toda a frente, com exceção do notch, uma pequena faixa preta na parte superior, onde ficam acoplados os sensores frontais. Como a própria Apple definiu: “No iPhone X, o aparelho é a própria tela.”

Apesar disso, alguns usuários não muito satisfeitos, foram pro Twitter reclamar, alegando que o notch deixa parte da tela cortada ou que a decisão foi péssima, vai entender? 🤷🏻‍♂️ Sempre tem alguém pra ver o lado negativo de tudo.

Com o novo design, o icônico botão home foi removido, dando lugar a uma tela maior, sem com isso precisar aumentar o tamanho do aparelho. O dispositivo ainda possui o corpo construído em vidro inquebrável, na frente e na traseira, e uma moldura de aço inoxidável, que garantem resistência a água e poeira, além de um acabamento premium.

Ao mesmo tempo que a mudança já era esperada, dados os vazamentos e porque a Maçã não inovava na aparência do iPhone desde 2014, também é um choque, pois o botão existe desde a primeira versão lançada. Embora isso também acabe com o risco de defeito no botão, pelo excesso de uso, também elimina a capacidade de se usar um dos recursos mais revolucionários – que a Apple foi a única a dominar com total propriedade – o Touch ID.

Face ID

Se por um lado o Touch ID vai deixar saudades, pelo menos até a Maçã Mordida conseguir encontrar uma forma de fazer o Touch ID funcionar por baixo da tela – embora nem mesmo a Samsung tenha conseguido – agora a biometria acontece de uma forma mais natural. Desde que foi lançado, o iPhone trouxe o conceito de que desbloquear o dispositivo deve ser algo prático, primeiro com o “deslize para desbloquear”, depois bastava encostar o dedo pra que o Touch ID liberasse o acesso e agora basta olhar pra tela e pronto, o Face ID acorda o dispositivo em instantes.

Embora o Android tenha sido a primeira plataforma a lançar leitor facial, por ser frágil e facilmente enganado, acabou esquecido pela própria Google, que preferiu dar suporte a biometria por digital. A Apple pode até ter demorado pra embargar a função no iPhone, mas trouxe algo bem mais completo do que um simples leitor de íris – sorry, no sorry Galaxy S8, que inclusive pode ser enganado.

O Face ID, além da câmera TrueDepth, utiliza sensores como, câmera infravermelha, emissor de luz e projetor de ponto, pra uma leitura com detecção de profundidade 3D, que não é enganada por fotos ou mesmo maquiagem profissional, sendo capaz de reconhecer o usuário mesmo no escuro e graças ao aprendizado de máquina ela pode reconhecer e acompanhar mudanças, ou seja, mesmo que você deixe a barba crescer, mude seu cabelo ou use óculos, o Face ID vai continuar te reconhecendo.

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Se o Touch ID já era seguro, o Face ID leve a segurança a um nível ainda maior, já que analisa mais de 30 mil pontos invisíveis, criando um mapa de profundidade preciso do rosto, sendo ainda mais complexo que a biometria digital ou visual, na hora de assegurar a legitimidade de seu dono. Além de garantir um desbloqueio simples e natural, o Face ID também poderá ser utilizado com o sistema de pagamentos da Gigante de Cupertino, o Apple Pay, pra autorizar transações na iTunes/App Store e como substituto dentro do iOS pra todas as funções que exigem autenticação, inclusive em apps de terceiros.

Além de mais seguro, rápido, prático e intuitivo, o Face ID também é zoeiro, pois durante sua apresentação, ele deu uma trolada bonita em Craig Federighi, chefe de sistemas operacionais da Apple, bastou ele falar do recurso pra ele não funcionar.

Talvez o excesso de suor, devido o nervosismo, ou a pele oleosa é que tenham atrapalhado, mas apesar do recurso voltar logo a funcionar, foi o suficiente pra fazer as ações da Apple caírem, revertendo o aumento visto antes do evento. Depois que o recursos voltou a funcionar, Craig fez questão de bloquear o iPhone várias vezes, apenas pra mostrar a eficiência dele.

Tela Super Retina HD

Com tamanho de 5,8 polegadas, o display de OLED, com HDR, proporciona cores ainda mais vivas em conjunto com o True Tone, tecnologia introduzida no iPad Pro, que adequa os tons da tela à luz ambiente.

Além de possuir tecnologia Dolby Vision e 3D Touch, ela é capaz de reproduzir conteúdo 4K e possui resolução de 2436×1125 pixels e 458 ppi, a maior já usada num iPhone que, segundo a Apple: “foi criada para caber na mão e encher os olhos”.

Siri

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Sem o botão Home pra “invocar” a assistente pessoal, a opção é chamá-la através do comando de voz “Hey Siri” ou “E aí, Siri” ou utilizando o novo botão lateral, dedicado exclusivamente pra isso.

Além de contar com uma voz mais natural, agora a Siri utiliza aprendizado de máquina, o que permite respostas mais eficientes, além de poder interagir com apps, seja pra guardar lembretes, agendar compromissos, etc.

Gestos

Outras ações que eram realizadas com o botão Home, como acessar a tela inicial ou navegar entre os aplicativos abertos, a multitarefa, agora podem ser realizadas por gestos, já que o iOS foi personalizado especialmente pro iPhone X.

Pra voltar pra tela inicial, basta deslizar de baixo, isso funciona independente do onde esteja – basta ir na barrinha que fica na parte de baixo da tela – já pra alternar entre os apps, é só puxar de baixo pra cima e segurar pra que a multitarefa surja.

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Além de despertar o dispositivo apenas olhando pra ele, também é possível fazer isso dando um toque na tela.

Câmera

A câmera frontal, TrueDepth, possui resolução de 7 megapixels e abertura ƒ/2.2, conta com a câmera infravermelha, emissor de luz, sensor de luz ambiente, projetor de pontos. Com ela é possível fazer gravação de vídeo em Full HD.

Assim como o Galaxy Note 8, o iPhone X conta com um sistema duplo de câmeras de 12 megapixels a grande-angular tem abertura de ƒ/1.8 e a teleobjetiva de ƒ/2.4 (que é melhor para ambientes com pouca iluminação), zoom óptico e zoom digital de 10x pra fotos e 6x pra vídeos. Finalmente a estabilização óptica está presente nas duas câmeras, que capturam vídeos 4K a 60 quadros por segundo ou a 240 na resolução full HD, permitindo assim vídeos em supercamêra lenta.

Diferente do Galaxy Note 8, as câmeras possuem um uso mais inteligente, que possibilitam aplicar efeitos de iluminação em tempo real, além do Flash True Tone agora ser Quad-LED, permitindo ter 2x mais luz uniforme.

Portrait Lighting/ Selfies

Um dos recursos mais incríveis que vai deixar qualquer fotografo amador, sem dúvidas, é o Portrait Lighting (iluminação de retrato) que permite simular configurações de iluminação profissionais. Como as câmeras capturam informações de profundidade da iluminação é possível alterar a quantidade a ser capturada antes mesmo enquanto a foto ainda está sendo enquadrada. O novo modo retrato, permite escurecer o ambiente em volta do assunto da foto, dando ainda mais destaque pra ele.

Apesar da câmera frontal não contar com câmera dupla, graças à tecnologia de detecção que usa a câmera infravermelha, será possível utilizar a iluminação de retrato nas selfies, além poder de poder desfocar o fundo, algo exclusivo até então apenas a câmeras DSLR.

Realidade aumentada

Outro aspecto importante, presente no iPhone X é a melhora do iOS 11 de trabalhar com realidade aumentada que, aliada ao novo processador, dá a um nível de fluidez e realismo incrível aos jogos e aplicativos.

A tecnologia possibilita uma experiência ainda mais imersiva, que faz os objetos virtuais saltar da tela e dão uma perspectiva mais natural aos gráficos. As melhoras com realidade aumentada possibilitam ver como algumas alterações ficariam antes mesmo realizá-las como, por exemplo, trocar a cor do cabelo, redecorar a casa e até experimentar uma ou várias tatuagens.

Snapchat

Graças a tecnologia de reconhecimento facial que o iPhone X possui e a realidade aumentada a Apple realizou uma parceria com a Snap pra trazer novas máscaras ainda mais realistas. Se o Snapchat se destacou com o uso de realidade aumentada, aliada a tecnologia presente no iPhone X, as máscaras e efeitos ficarão ainda mais envolventes e divertidos.

Animoji

Se os emojis já eram legais, o iPhone X vem para levá-los a um novo patamar, agora além das novas opções que chegaram com o iOS 11, poderemos personalizá-los ainda mais, inclusive com nossas emoções.

Assim como as novas máscaras do Snapchat, o recurso se aproveita do reconhecimento facial, mas vão ainda mais longe já que permitem criar um emoji animado, o Animoji.

Ao todo são 12 animojis que utilizam a câmera TrueDepth para analisas mais de 50 movimentos musculares diferentes pra espelhá-los instantaneamente. O animoji pode ser criado dentro do iMessage e enviado pros amigos através do app, mas apesar do recurso ser exclusivo mensageiro da Apple, uma cópia em vídeo é salva, o que possibilita que os animojis possam compartilhados.

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Especificações

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O iPhone X possui as dimensões: 143,6×70,9×7,7mm (AxLxE), ele pesa apenas 174 gramas e virá com 2 opções de armazenamento, 64GB e 256GB. Inicialmente, ele estará disponível nas cores: preto, prata e dourado.

A memória RAM possivelmente seja de 3 GB, já que a arquitetura do processador Apple A11 Bionic, é de 64 bits. O chip hexacore, possui 2 núcleos de alto desempenho que teve a velocidade aumentada em até 25%, enquanto os 4 de eficiência contam com um aumento de até 70%, além de melhor gestão em economia de energia. A GPU conta com três núcleos é a primeira desenvolvida totalmente pela Apple, o chip chega a ser até 30% mais rápida que no A10 Fusion.

O Apple A11 Bionic, além de possuir coprocessador de movimento M11 integrado, ainda conta com processador neural, especializado em algoritmo de aprendizagem de máquina e capaz de realizar 600 bilhões de operações por segundo. Ele trata-se de uma estrutura de dois núcleos que reconhece pessoas, lugares e objetos e também é o responsável pelos inovadores recursos como Face ID e Animoji.

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A bateria conta com 2 horas a mais de uso, quando comparada ao iPhone 7, além de contar com carregamento por indução, a tecnologia sem fio utilizada é o Qi, amplamente utilizado por fabricantes, o que facilitará na hora encontrar onde recarregar o iPhone X, pra ajudar a Apple tem feito parcerias.

Em termos de conectividade, além dos padrões amplamente utilizados nos dispositivos high end, ele ainda conta com Bluetooth 5.0, que permite conectar mais de um dispositivo ao mesmo tempo, além de ter uma taxa de transferência maior, alcance de 240 metros, maior capacidade de reduzir interferências de outros módulos wireless, melhor eficiência no uso de energia, permitindo o dispositivo operar com um consumo baixo de energia e que é voltado para a internet das coisas.

Preço e Disponibilidade

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O preço do modelo de 64GB, já desbloqueado, nos EUA é de US$ 999 (R$ 3.116,88 sem impostos), e o de 256GB sai por US$ 1.149 (R$ 3.584,88) – a variação era pra ter sido um pouco acima disso, mas a Apple resolveu esfaquear e beirar os R$ 8.000,00.

Nos EUA a pré-venda inicia 27 de outubro, as vendas de fato dia 3 de novembro, embora no site da Apple seja possível ver todas informações do iPhone X, ainda não há uma data que confirme sua chegada por aqui, mas provavelmente ele chegue a tempo pras vendas de Natal.

 

 

Com informações de
UOL Economia
Tecmundo
Shifter
MacMagazine – 1, 2, 3
Coluna Tech
Apple – iPhone X, iOS, Modelos
Estadão
Tecmundo
Showmetech

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Um cara totalmente apaixonado por música, se deixar ele não quer fazer nada sem uma boa trilha sonora. Amante de fotografia, livros, animais e comida boa – principalmente a da mãezona.
Criou o blog e o canal pra compartilhar sua visão inversível da vida.


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