O lança, lança-perfume, loló, cheirinho da loló ou bico verde, costumava ser produzido combinando éter, clorofórmio, essência de perfume e cloreto de etila. Atualmente, como o cloreto de etila se tornou inviável, acabou substituído pelo diclorometano.

Seu uso se dá através da aspiração pelo nariz ou boca, agindo em segundos, e com efeitos que duram de 15 a 40 minutos. Como resultado, provoca euforia, excitação, alterações sensoriais e aumento dos batimentos cardíacos. Além disso, ainda pode causar tontura, formigamento da face e extremidades, e dormência.

Em casos de abuso, o usuário pode ter convulsões, desmaiar, perder a capacidade cognitiva e até entrar em coma. Por consequência, no dia seguinte, pode haver dificuldade de concentração e locomoção, além de déficit de memória, apatia  e dor de cabeça. Já o uso prolongado, pode acarretar em depressão, lesões no fígado, medula óssea, nervos periféricos e rins.

Como os efeitos costumam ter duração curta, os usuários acabam fazendo uso maior da droga, que pode sobrecarregar o coração, devido à grande exposição de adrenalina, causando arritmias, infartos ou mesmo a morte.

O lança chegou ao país em 1906, ganhando popularidade no carnaval do Rio de Janeiro. A princípio, chegou era esguichado na multidão por crianças, por causa de sua sensação refrescante, além de exalar cheiro bom, por isso o nome lança-perfume. Dessa forma, as pessoas passaram a inalá-lo pra ter a sensação de excitação e alegria, mas após investigações que atestaram seu perigo, foi proibida a comercialização e importação dele, em 1961.