Nada [in]definido, numa inconstante conjunção

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Não há nada tão simples como o nada,
Trazendo em si mesmo a explicação do que é,
Um vazio, sem sombra do que quer que seja,
Do qual nada além disso se pode ser dito.
Assim segue ele, sua vida de insignificância.

Nada é absolutamente coisa nenhuma!
E o que mais poderia ele ser além disso?
Somente um amontoado de coisa alguma.
Limitando-se o nada a sua insignificância,
Seu valor será de nada elevado a potências.

Insistente, pergunto ainda, o que o nada é,
A resposta vem do produto da aritmética,
Excluindo-se a adição de sua escondida raiz,
Resultando numa compreensão de nada.

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A solução de tão intrincado dilema,
Impossibilita fazer o que quer que seja,
Não restando algo a ser realizado,
Pois uma vez nada sendo,
Anulam-se as chances de mudar.

Num embate entre reflexão e conhecimento,
Eis, do nada, a mais coerente definição:
Tudo aquilo sem qualquer significado
Que interfere em nada do que realmente é.


#freetalk

O que um instrutor esperaria ao pedir uma redação num curso de auxiliar administrativo? Possivelmente não seria um poema, ainda mais com um tema desses, mas nesse dia eu não estava disposto a pensar, pior ainda pra dissertar sobre algo, ainda mais depois de fazer um monte de contas – tinha vez que a gente passava o dia todo só nos cálculos – assim nada fiz e fui definindo o que a gente costuma dar nenhum valor, já que não significa nada.

Ainda bem que o que contou naquele dia foi apenas a posição da assinatura no sulfite, se as linhas eram ascendentes ou descendentes, se a escrita ocupava toda folha, se terminava e começava nas mesmas posições, etc., se não acho que a nota teria sido equivalente ao tema que escolhi.

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