O Fragrante – Recuperando memórias (E4)

Tempo estimado: 5 minutos
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Jennie descobriu que toda confusão de sentimentos significava estar apaixonada por Simey e revolveu seguir os conselhos da amiga, deletando a existência do boy, mas ele foi insistente, ligando várias vezes, apesar dela se recusar atendê-lo.

Quando as ligações pararam e Jennie conseguiu esquecê-lo, o destino – que não estava a fim de facilitar em nada as coisas – a fez acabar falando com Simey, pega de surpresa, ela não conseguiu disfarçar a chateação e mentiu pakas, até conseguir desligar na cara dele.

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Depois de fechar a porta, Simey sentiu-se estranho, como se tivesse tido um déjà vu, mas ignorou a sensação, o importante é que depois de tomar um banho gelado, o corpo refrescou. Era incrível como em poucas semanas o tempo tinha mudado radicalmente, há alguns dias o frio comia feio, agora o calor era tanto que o obrigava a tomar no mínimo três banhos por dia pra não se desfazer em suor.

Ele voltou pro quarto pra se trocar, mas o dia abafado logo ensopou as costas, pra aliviar botou uma camisa branca de manga curta e a deixou aberta, além de um short de sarja azul-claro curto, com barra italiana – moda lançada alguns verões atrás e que ainda continuava em alta. Mas o alívio só veio mesmo depois de voltar pra sala, onde a janela sedia passagem pro vento, que entrava balançando as cortinas.

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Quando um raio de sol tocou-lhe a pele, pode até não ter saído brilho colorido, mas intensificou a brancura dela, Simey riu ao lembrar o quanto zoavam da cor fantasmagórica, porém, ele não dava a mínima, já que isso nunca foi empecilho na hora de ficar com qualquer garota.

Puxando a sacola de lado, pegou o frasco verde e borrifou perfume nos pontos onde o cheiro duraria mais e, pra onde, o olfato das garotas seria atraído quando as cumprimentasse, sendo envolvido pela fragrância irresistível. A tática de Simey consistia em abraçar ao cumprimentar uma garota, pois, além de transmitir seu calor, dava pra saber o grau da química entre os corpos.

“Quanto mais você observa algo interessante, mas entende porque aquilo é tão incrível e mais se sente cativado.”

Jogado no sofá, curtiu a sensação de frescor proporcionada pelo perfume cítrico, ainda mais porque o sol tinha dado pausa pra descanso, deixando o clima ficou mais suave. Um odor agradável de lembranças, tragas pelo vento, se apossou da memória, a atenção acabou se voltando pra porta e a observação fez surgir uma ruga em na testa.

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— Garota engraçada… – Simey colocou os fones, deu play na iPhone e fechou os olhos, mergulhando em “Lost In Time” – o melhor álbum de Eric Benét – o vento começou a ficar mais espesso e o cobriu completamente, deixando-o mais leve, a impressão foi de flutuar, assim seguiu rumo as nuvens que se juntavam numa ciranda, ele atravessou uma, esbarrou em outra e também entrou na roda.

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Subitamente, o corpo pesou, se tornando cada vez mais denso, a gravidade reclamava-o de volta ao chão, Simey sentiu o céu exercendo uma imensa pressão, a tonelada de gás sobre a cabeça o empurrou pra baixo – pra onde todo santo ajuda – então ele caiu, a sensação foi maravilhosa, mas quando tocou o sofá se assustou e caiu no chão.

A primeira coisa que viu ao abrir os olhos foi a porta, Simey ficou um tempo a encarando, então levantou, foi pra fora, deu uma olhada ao redor e viu que começava escurecer, pelo visto o cochilo tinha sido longo, apesar de parecer ter durado pouco…

— Ai! – Ele sentiu algo furar o pé.

Ele abaixou e viu que tinha pisado numa corrente, pegou-a, deu uma boa olhada, mas tudo que conseguiu enxergar foi algo borrado, então entrou, e colocou as lentes, na hora que bateu os olhos no pingente, um pequeno choque trouxe de volta uma memória que ele pensou já ter sido excluída.

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Simey recordou que tinha visto aquele mesmo pingente numa garota, no dia que em que lia na praça.

— É o mesmo pingente! – Disso ele tinha certeza, pois, a segunda coisa que mais chamou atenção, depois da beleza da gatinha, foi o delicado pingente de coruja. – Mas como ela veio parar aqui?

Apesar de distraído, Simey conseguia perceber detalhes – quando esses lhe chamavam a atenção – talvez por isso perdesse todo o resto. Ele acreditava que quanto mais você observa algo interessante, mas entende porque aquilo é tão incrível e mais se sente cativado.

Ter pagado madeirinha pra garota também ajudou a prestar atenção no pingente. Mas quando o papo estava ficando dá hora, a mãe o rastreou – ao ver o número até se afastou envergonhado de ser tratado igual criança – só que quando voltou ela tinha sumido.

— Poutz! – Simey bateu na testa. – Não creio que era mesma mina!

Simey ainda olhou pela janela, mas Jennie já estava bem longe e ele tinha dado maior brecha, então correu pro iPhone, tropeçou em qualquer coisa pelo chão, caiu no sofá, caçou na agenda o número da consultora e discou.

— Pior que dei mó mancada, a cocotinha ainda falou quem era. Sou maior boróca!

Se ele não fosse tão distraído, nada disso tinha acontecido, mesmo que mal enxergasse sem as lentes.

— Tomara que não seja tarde demais. – Simey começou a ficar nervoso enquanto o número chamava.

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Após alguns toques Cindy atendeu e ele foi logo perguntando por Jennie, como ela não estava então ficou de ligar depois.

Simey ficou com raiva de si mesmo por não reconhecer Jennie de cara, agora ele entendia porque ela não parava de encarar – maior mané ele.

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Chateado, jogou o iPhone de lado, recolocou os fones e voltou pra terapia de Benét, agora com as memórias recuperadas conseguiu voltar no instante em que viu Jennie pela primeira vez, como ele estava distraído foi ela quem se fez notar, toda sorridente e cheia de manha. Ela já chamou sua atenção daí, pois, o normal era ele chegar junto, em seguida ela foi querendo saber o que ele tinha, tudo o que conseguiu pensar na hora foi “que mina é essa!?”.

Ele voltou a ligar mais tarde e nada, o mesmo aconteceu das outras vezes, Jennie vivia ocupada ou nunca estava por lá, mas Simey precisava falar com ela e o fato de não conseguir isso só o motivou a ser persistente. Pena que nem a teimosia ajudou, assim resolveu deixar quieto.

O dia amanheceu ameno, apesar do sol já surgir todo aceso, o vento suave que entrava pela janela, dançando pelo quarto, conseguia manter o calor bem longe dali.

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Naquele dia, Simey acordou bem-disposto, mas resolveu revirar mais um pouco na cama antes de levantar de vez, assim ficou, coberto apenas pelo lençol. Passou a mão por baixo do travesseiro, pra afofá-lo um pouco e sentiu o iPhone, então ficou de bobeira mexendo nele, abriu o histórico de ligações, lá havia um número desconhecido, mas o ignorou e desceu mais alguns, até parar em um, ele o discou tanto que acabou decorando.

Como fazia tempo que não ligava, resolveu tentar mais uma vez, assim, ainda deitado apertou no número e ficou esperando, mas acabou cochilando com o iPhone na cara, então acordou assustado e desligou. Resolveu discar outra vez, podia ser que alguém já tivesse acordado, se não pelo horário, provavelmente teriam despertado pelo barulho da primeira tentativa.

Desse vez só foi preciso discar e já foi atendido, quando pediu pra falar com Jennie a voz do outro lado disse ser ela, então Simey levantou meio atrapalhado e se ajeitou pra ficar sentado, encostando na janela, admirando o céu com o olhar perdido.

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Apesar de Jennie parecer fria, ele não deu a mínima, estava tão contente por falar com ela, mas ao invés de explicar logo o que houve, tocou primeiro no assunto da corrente, a qual ele podia ter enviado numa boa por Cindy das duas vezes que ela apareceu por lá, inclusive ela tinha até perguntado o que ele tanto queria ligando atrás da filha, mas Simey disse que nem lembrava mais, quando, o que houve, é que se apegou a única coisa que restou da garota, mantendo-a refém no quarto, com a missão de entregá-la pessoalmente e com essa desculpa se sentiu no direito de não devolvê-la, pelo menos por enquanto.

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Infelizmente, Jennie não deu a mínima quando ele falou do objeto, o que pareceu estranho, pois, da primeira vez que a viu, ela parecia bem apegada e não parava de pegar no pingente.

O pior foi ela nem ter dado tempo dele explicar o que houve, talvez Jennie estivesse indisposta – as garotas vivem passando por essa coisa de TPM que as deixa meio inconstantes – ou talvez fosse porque ele a tinha acordado em plena manhã de sábado, ele sabia bem o quanto isso irritava, das vezes que fez isso com a irmã, ela quase o devorou vivo, por isso, ao invés de ficar prolongando assunto, pediu pra chamá-lo no whats, onde podia explicar tudo direitinho, assim ela ia saber que ele não a ignorou por maldade, além de chamá-la pra dar um rolê o mais rápido possível.

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Mas mesmo depois de vários dias, ela não o chamou, até Simey se sentir um boróca por olhar tanto a tela do iPhone, a espera de alguma notificação de mensagem que nunca chegou.

— Devia ter pegado o número dela!

Só que na hora que conseguiu falar com Jennie, ficou tão nervoso que a ideia se quer passou pela cabeça. Ao invés de ficar bolado por causa da distração, Simey achou graça, essa era a primeira vez que ficava assim por uma garota, ela tinha mesmo mexido com ele.

Foi então que lembrou de um jeito de conseguir falar com ela, sem Jennie se recusar a atendê-lo, pelo menos desse jeito não ia incomodar ninguém e as chances dela dar atenção podiam ser maiores.


#proximoepisodio

Pelo visto, Simey está tão – ou até mais – a fim de Jennie do que ela dele, só que diferente dela, ele não está disposto a perder a gatinha, pelo menos não desse jeito, sem se verem ao menos mais uma vez, mas como ele fará pra chegar junto se nem papo ela quer mais?

Depois de desligar na cara de Simey e não trocar mais ideia, Jennie pensou ter se livrado dele de uma vez, até ele surgir onde não o esperava, mas depois desse encontro as coisas começaram a se acertar.

Dúvida ainda sem resposta: como foi que Jennie perdeu a correntinha mesmo!? 🤔

Ósculos e amplexes,

mishael mendes sign, assinatura

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